Vai uma tempestade neste copo de vinho (riam-se), se calhar é só isso, mais um estado de falta de sobriedade, agora que optei por deixar o copo vazio a um canto... Talvez seja com o copo cheio que atinja a sobriedade.
"Escolho" mostrar mais de quem sou a quem eu acredito e confio, achei no mínimo importante, terei eu acabado por ceder à pressão? Epa ya, é verdade, lá se foi a máscara por breves instantes... Arrumei o Diogo que muitos conheceram, onde é que está o Diogo que ansiava pela próxima piela de quinta-feira? O Diogo que indiscutivelmente apanhava a puta num rali tascas? O Diogo que quer é festa e todos os eventos da faculdade? Foi-se... pelo menos por tempo indeterminado. Eu devia ter controlo sobre tudo como sempre achava que tinha, não era suposto? Estava-me a sair tão bem... Parecia que ao conseguir manter as aparências durante semanas/meses que levava isto até ao fim. Foi tudo por água abaixo, pensava eu que era feito de betão (seco pelo menos), parece irreversível, não passa daqui, ficou. Outrora eu quase acreditei que tinha total poder sobre as minhas escolhas e "estado psíquico". Mas enquanto se resume a mim, isto ainda vai para a frente - I can deal with that - caso escape para terceiros é quando a ferida abre, já não dá para lidar, cresce a culpa e os remorsos... É melhor nem pensar nisso, mas é inevitável não remoer sobre o assunto que já devia ter uma pedra em cima, vejo que a certa altura regresso aquela sensação de que não se é capaz de levar nada para à frente, ficar aí parado no meu canto. Entro no carro e é hora do espectáculo, é hora de desempenhar um papel cheio de improvisação (tá tudo bem). É a rotina dos últimos 7 anos, criam-se hábitos que se inserem nas rotinas (aula de Etnologia amanhã...). Detesto dar a parte fraca, por mim ninguém via nem uma lágrima a cair, nem que fosse dos olhos a arder por causa de uma merda qualquer... mas cheguei ao ponto em que perdi o controlo sobre a situação, já não me desligo. É um caminho que tenho de percorrer sozinho, nada feito, é o que tem de ser. Mudei o discurso, mencionava-me tímido, agora menciono-me inseguro, são conceitos distintos. Fica aquela vergonha implícita, uma espécie de humilhação indirecta que não se vê, sente-se. Sou uma pessoa, se calhar não parece desculpem se me enganei. Acordo e ligo o robot e fica tudo bem, desde que o sorriso esteja lá a "boa disposição", ninguém vê. Who cares? Hei de me apanhar de copo cheio decadente a questionar quem me vai virar as costas? Riam-se também, tenho de chamar o copo sempre, fodeu. Fui!

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